Os sistemas de informação na Comunicação Organizacional

RESENHA DO TEXTO

“Perspectivas Teóricas da Comunicação Organizacional”, Profa. Dra. Cleusa Maria Andrade Scroferneker

Resenha escrita como parte das avaliações da disciplina Comunicação Organizacional e Gestão de Conteúdo na Pós Graduação em Gestão da Comunicação em Mídias Digitais pelo SENAC-SP. 04/09/13

O texto traça um panorama das diversas teorias de Comunicação Organizacional escritas ao longo do século XX. Diferentes autores, nacionais e estrangeiros, enveredaram por caminhos complementares, a meu ver, sob o papel da comunicação dentro das organizações. Seja tratando a Comunicação Organizacional sob três perspectivas (Daniels, Spiker e Papa (1997): tradicional, interpretativa e crítica; ou ainda os Cinco Modelos propostos por Goodall Jr e Eisenberg: a)comunicação organizacional como transferência de informação, b) como processo transacional, c) como estratégia de controle, d) como equilíbrio entre inovação e preservação, e e) como espaço de diálogo; todos esses caminhos nos levam à conscientização do papel estratégico da comunicação dentro (e fora) da organização. Não devo me ater a explicar cada um dos conceitos tratados ao longo do texto – que já é de certa forma um apanhado das diversas teorias – pois creio que cabe aqui uma breve reflexão da comunicação organizacional em tempos de digitalização da informação da comunicação, tema deste curso Como ponto de partida, a definição de que “a comunicação organizacional abrange todas as formas de comunicação utilizadas pela organização para relacionar-se e interagir com seus públicos”, apresentada pela autora, me parece bem adequada.

De maneira geral, todas as vertentes teóricas apresentadas ao longo do texto convergem para um mesmo posicionamento: a comunicação é estratégica para as organizações e como tal deve ser trabalhada. Não importa por qual perspectiva se aborde ou pense a comunicação na organização, esta deve ser trabalhada de modo a compor o chamado “mix de comunicação”, abrangendo as diversas áreas estratégicas como: comunicação mercadológica, relações públicas, comunicação interna e administrativa; há ainda junto a estas, o que Torquato (2002) faz bem em ressaltar: os sistemas de informação. Acho interessante essa abordagem, na medida em que não só os processos comunicativos, mas grande parte dos processos de uma organização são digitais. A famosa “intranet” não deve ser mais apenas uma publicação online do “jornalzinho” da empresa, mas deve incorporar e dar acesso às mais diversas informações necessárias aos processos produtivos e sociais da organização. Através desses sistemas, pode-se consultar desde os relatórios de determinada área, como o organograma da empresa, atas de reunião do conselho administrativo, normas do RH ou até mesmo o cardápio do restaurante empresarial. É um portal que poderia congregar todas as formas de comunicação da organização de forma eficiente e aberta, tratando a comunicação de forma mais orgânica e dinâmica, como Daniels, Spiker e Papa (1997) poderiam classificar. Poderia, ainda, ser uma plataforma aberta para os funcionários dialogarem. Dessa maneira, pode-se criar uma cultura organizacional baseada na transparência de informações.

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